sexta-feira, 6 de março de 2026.

Policial Lázaro Alexandre é solto com medidas cautelares após prisão na Operação Falsas Promessas

5 de maio de 2025

Foto: Reprodução

O policial militar Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, conhecido como Alexandre Tchaca, foi solto após decisão judicial que substituiu sua prisão preventiva por medidas cautelares. Ele havia sido preso durante a segunda fase da Operação Falsas Promessas, conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura um suposto esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro.

A defesa de Tchaca se manifestou oficialmente por meio de sua assessoria de imprensa, alegando que os autos do processo não indicam qualquer movimentação financeira ou envolvimento direto do policial com os demais investigados. Segundo a nota, a prisão preventiva se baseou apenas na suspeita de que o militar teria tido acesso prévio às informações da operação e teria atuado em favor de outros alvos da investigação — o que foi interpretado como tentativa de obstrução de justiça.

Além de negar qualquer envolvimento com atividades ilícitas, Tchaca também denunciou publicamente um suposto esquema de extorsão. De acordo com ele, teria havido cobrança de R$ 80 mil por investigado para que as ordens judiciais se limitassem a buscas e apreensões, sem decretação de prisão preventiva. Ele afirma que os pedidos de prisão chegaram a ser indeferidos, mas que não há registro oficial dessa decisão nos autos.

A decisão judicial que revogou a prisão de Tchaca e de outros investigados determinou uma série de medidas cautelares alternativas, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. São elas:

  • comparecimento a todos os atos do processo e manutenção de endereço atualizado;
  • apresentação bimestral à Justiça para informar e justificar atividades;
  • proibição de sair do município de residência por mais de dez dias sem autorização judicial;
  • proibição de promover ou divulgar rifas ou jogos de azar, inclusive por redes sociais;
  • monitoramento eletrônico por 90 dias, com restrição geográfica ao estado da Bahia.

Com a decisão, Tchaca poderá responder ao processo em liberdade, mas sob vigilância judicial. Sua defesa reitera confiança na Justiça e reafirma o compromisso do policial com a legalidade.

Tiveram a prisão preventiva revogada:

Lázaro Alexandre (Tchaca), Alan dos Santos, Almir Barradas, Antônio César, Edson Paim, Franklin Reis e Ludmila Soares.