Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (22) após o Colégio de Líderes na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o líder da bancada de oposição na Casa Legislativa, vereador Randerson Leal (Podemos), justificou o adiamento da votação do Plano Municipal de Segurança de Salvador para o próximo dia 6 de maio.
De acordo com o edil, a medida foi tomada após articulação da oposição com o objetivo de ampliar o debate sobre a proposta e contou com o apoio do presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), além dos demais vereadores e líderes partidários em função da necessidade de aprofundar a discussão com diferentes setores da sociedade. “A gente entendeu que era o melhor a se fazer. Essa convocação veio através da oposição, porque nós entendemos que temos que ter mais audiência pública, temos que debater com a sociedade civil organizada, com os colegas vereadores e também com a empresa que elaborou o plano”, declarou.
Leal ainda destacou a importância de esclarecer pontos técnicos do projeto, especialmente em relação aos dados que foram apresentados no plano elaborado pelo Executivo soteropolitano. “Queremos entender de onde vieram esses números, quais bairros foram avaliados, quais comunidades foram ouvidas. São vários temas que precisam ser conhecidos para que o projeto seja apreciado com mais tranquilidade”, acrescentou.
O edil reafirmou que a matéria precisa contemplar diferentes áreas além da segurança pública. “É um projeto que deve dialogar com infraestrutura, desenvolvimento econômico, turismo. Cada segmento precisa ter representatividade dentro do plano municipal de segurança”, continuou.
Ao concluir, o vereador afirmou que uma audiência pública está prevista para o dia 29 de abril, reunindo representantes da sociedade civil, secretários municipais e estaduais, além da empresa responsável pela elaboração do plano no Centro de Cultura da Câmara. “A expectativa é que, até o dia 6 de maio, a gente consiga amadurecer esse debate e construir um projeto mais robusto, que atenda de forma ampla à população”, finalizou.