quarta-feira, 11 de março de 2026.

Após acordo com cúpula partidária, Marcinho Oliveira consegue liberação da Justiça Eleitoral para deixar União Brasil

16 de setembro de 2025

O juiz Moacyr Pitta Lima Filho, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), decidiu favoravelmente pela saída do deputado estadual Marcinho Oliveira do União Brasil sem o risco da perda do mandato por infidelidade partidária. A decisão foi tomada após manifestação prévia no mesmo sentido do Ministério Público Eleitoral (MPE).

As informações foram inicialmente apuradas junto a fontes do União Brasil. Procurado ontem à noite pelo Política Livre, Marcinho confirmou o movimento. Ele disse, ainda, que dará uma coletiva de imprensa no início da tarde desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa, para anunciar o futuro partidário.

Conforme veiculado pelo site anteriormente, o deputado deve ingressar no PRD. Há meses ele tentava o salvo-conduto para deixar o União Brasil, mas encontrou obstáculos antes de obter uma carta de anuência assinada pelo presidente da sigla na Bahia, deputado federal Paulo Azi.

Com este documento em mãos, Marcinho pediu a liberação ao TRE, alegando justa causa, pois ambos os lados concordaram com a desfiliação antes da abertura da janela partidária. Agora, o parlamentar está livre para seguir novos rumos.

Marcinho já provocou diversos constrangimentos e recebeu críticas de caciques e lideranças do União Brasil por apoiar o governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo estando no maior partido da oposição. Por isso, a saída do parlamentar da sigla era vista como natural.

Entretanto, Marcinho, que chegou a ser ameaçado de expulsão por militantes do União Brasil, enfrentou dificuldades em receber a liberação de forma consensual por conta da disputa pelo comando do PRD baiano. Isso porque o assessor especial da Prefeitura de Salvador Francisco Elde desejava se manter no posto, com o aval do prefeito Bruno Reis (União) e do antecessor ACM Neto (União).

Vale frisar que Marcinho obteve o apoio do deputado federal Elmar Nascimento (União), de quem sempre se coloca como liderado, para conseguir a carta de anuência assinada por Paulo Azi.