quarta-feira, 11 de março de 2026.

Federação formada por PRD e Solidariedade deve ser comandada por colegiado na Bahia e terá apoiadores do governo e da oposição

17 de setembro de 2025

Na mesma coletiva em que anunciou oficialmente a desfiliação do União Brasil e a posse como novo presidente do diretório do PRD na Bahia, o deputado estadual Marcinho Oliveira revelou que a federação formada entre a legenda e o Solidariedade será comandada no Estado por um colegiado de quatro pessoas.

Procurado por este Política Livre agora no início da noite, o deputado estadual Luciano Araujo, que dirige o Solidariedade em solo baiano e esperava presidir a federação no Estado, evitou confirmar a informação, mas admitiu que isso pode ocorrer.

“A gente faz parte de uma federação com o Solidariedade. E essa federação vai ser presidida na Bahia por um núcleo colegiado, tendo dois integrantes de cada partido. E vai ser tudo discutido por esse colegiado. O que for melhor para o grupo será decidido”, afirmou Marcinho.

“A gente não tem problema nenhum com o Solidariedade. Eu me dou muito bem com o deputado Luciano Araujo. Vamos ter uma relação harmônica para colocar o nosso projeto para a frente”, acrescentou o parlamentar.

Nesse formato, caso haja empate no colegiado sobre alguma questão baiana, a exemplo do posicionamento em relação às eleições majoritárias de 2026, a palavra final caberá sempre à Executiva nacional da federação, que será comandada pelo atual presidente do PRD no Brasil, Ovasco Resende.

Marcinho Oliveira ressaltou que, embora não haja uma definição oficial sobre quem a federação irá apoiar na disputa pelo Palácio de Ondina, o grupo abrigará candidatos a deputado estadual e federal tanto do governo quanto da oposição, como já havia antecipado a coluna Radar do Poder em diversos momentos. Entretanto, o próprio Marcinho sempre foi mais próximo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo quando estava no União Brasil, enquanto Luciano Araujo integra oficialmente a base aliada.

“Lá na frente a gente vai estabelecer o caminho que vai ser trilhado (sobre 2026). A gente não toma nenhuma decisão de forma individual e unilateral. Eu acho que a gente tem hoje um grupo, e vamos ouvir todos para nortear o nosso futuro, de forma muito independente e com o pé no chão. Claro que agora eu me sinto mais à vontade para votar nas matérias do governo que beneficiam minhas bases, mas o caminho do PRD sobre 2026 não está traçado”, argumentou Marcinho.