Uma troca de acusações e uma denúncia enviada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) agitaram os bastidores da Câmara Municipal de Salvador (CMS) na última semana. A briga maior aconteceu entre os vereadores Eliete Paraguassu (PSOL) e Cláudio Tinoco (União Brasil).
Documentos obtidos pelo BNews mostram que a troca de farpas foi além do plenário da Câmara e chegou até o recém-instalado Conselho de Ética da casa legislativa. O caso começou após um coletivo ativista socioambiental protocolar um requerimento junto ao MP-BA para que fosse instaurado uma investigação por atos de violência política de gênero e raça que teriam sido praticados contra a vereadora no plenário da casa.
A denúncia cita o vereador Cláudio Tinoco e diz que ele proferiu “ataques verbais agressivos, com conotação racista e misógina”, apontando que ele teria se dirigido a Eliete de forma hostil e discriminatória.
O parlamentar teria dito que “o lugar dela não era ali” em um momento de discussão acalorada durante a sessão ocorrida no dia 22 de maio deste ano, quando foi votado, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, o PLE nº 174/25, que tratava do reajuste dos servidores municipais.
O dia ficou marcado por uma invasão de manifestantes e representantes dos sindicatos dos Professores e dos Servidores do Município, obrigando que a votação do texto ocorreu fora do plenário por motivos de segurança. A suposta fala racista teria ocorrido em uma sala reservada dentro do local, fora do plenário e sem transmissão da TV Câmara.